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PROFESSOR DE ARTES MARCIAIS É DETIDO SOB ACUSAÇÃO DE ESTAR PRATICANDO EXPLORAÇÃO SEXUAL CONTRA ADOLESCENTES EM MACHADO

Instituição onde o instrutor atuava emitiu nota comunicando o desligamento dele do projeto devido à conduta criminosa


Um professor de artes marciais, atuante em projetos sociais coordenados pela Amaca (Associação Mariana de Assistência à Criança e ao Adolescente), foi preso, na madrugada do último dia 31 (sexta-feira), em Machado, após ser flagrado praticando atos de exploração sexual contra dois adolescentes em sua residência. O crime foi denunciado pela mãe de um dos jovens, que desconfiou de algumas atitudes tomadas pelo filho. O caso, que corre em segredo de Justiça, foi atendido pela Polícia Militar e é investigado pela Polícia Civil.


De acordo com os dados obtidos pela reportagem da Gazeta, na referida data, a mãe de um adolescente suspeitou do fato de o filho ter fugido de casa durante a madrugada para visitar um professor, de 53 anos, sob a alegação de que iria buscar um lanche na barraquinha que o mesmo mantinha na cidade.


Perante a situação, a genitora acionou a Polícia Militar e solicitou que uma equipe se dirigisse à residência do acusado, a fim de fazer com que o filho, menor de idade, voltasse pra casa. No local, os policiais foram recepcionados pelo professor.


Questionado sobre a presença dos dois adolescentes em sua casa, o homem afirmou que os garotos sempre iam ao seu imóvel para buscar cachorros-quentes e lanches, principalmente durante à noite, já que estavam em período de férias. A versão foi confirmada, num primeiro instante, pelos dois rapazes.


Por conta dessa história inicial, a Guarnição da Polícia Militar foi embora. Pouco tempo depois, a mãe de um dos adolescentes voltou a ligar para o 190, pedindo que a equipe retornasse à sua casa, pois o filho tinha acabado de esclarecer tudo aquilo o que havia acontecido.


Conforme a mulher, após uma longa conversa, o filho, de 14 anos, confessou que, há dois meses, ele e alguns colegas começaram a frequentar a casa do professor, atraídos pela promessa de que ganhariam lanches para comer.


No entanto, durante as visitas, o professor começou a oferecer bebidas alcoólicas e dinheiro aos mesmos em troca de relações sexuais.


Ainda durante a confissão à mãe, o adolescente teria dito que ele e os amigos haviam se encontrado por várias vezes com o professor, sempre em troca de dinheiro e de lanches. E que, na sexta-feira, estariam lá novamente por conta de algo parecido, depois de marcarem o encontro por meio de uma rede social e pedirem que o homem os buscassem em suas casas, fato que despertou a dúvida na denunciante e levou ao desenrolar da ocorrência.


Com os dados em mãos, os policiais voltaram à casa do professor e o questionaram sobre as acusações. Ele negou tudo, mas acabou recebendo voz de prisão da Polícia Militar pela prática de exploração sexual de menores e favorecimento à prostituição, visto que o crime estupro de vulnerável só se encaixa em casos que envolvem adolescentes menores de 14 anos.


Depois de detido, o autor foi levado para a Delegacia Regional de Alfenas, onde prestou depoimento, antes de ser encaminhado ao Presídio daquela mesma cidade.


O caso é investigado pela Polícia Civil e corre em segredo de Justiça.

Desligamento da Amaca

Na tarde desta terça-feira (4), a Amaca divulgou uma nota informativa referente ao caso. No documento, a instituição informa que o professor teve seu contrato rompido de forma sumária assim que teve conhecimento do envolvimento dele com a conduta criminosa.

Na nota, a Amaca também repudia veementemente qualquer conduta que viole os direitos das crianças e dos adolescentes.

Confira a nota na íntegra:

 

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