
O artista Jorge Carlota está, mais uma vez, nas finais do conceituado Fenec (Festival Nacional da Canção). Participante da 56ª edição do evento com duas canções, “As Pipas” e “Coisa de Irmão” (esta última indicada para concorrer ao título), o músico machadense foi um dos escolhidos para as semifinais do certame, que acontecem neste fim de semana, em Boa Esperança. com a música autoral “Coisa de Irmão”.
Com 1200 canções de todo o Brasil inscritas, o Festival Nacional da Canção tem 24 músicas classificadas para as semifinais, que acontecem neste sexta (4) e sábado (5), em Boa Esperança. A grande final acontece no domingo (6), também na cidade vizinha.

A música “Coisa de irmão”, escolhida durante a etapa de Nepomuceno, leva Jorge Carlota à disputa do título do Fenec pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, ele teve a música “Apollo” classificada entre as dez melhores do festival, mas acabou ficando sem o título.
Residente em São Paulo – SP, o músico machadense vai em busca do título inédito da competição. Para a disputa do certame, Jorge Carlota conta com o apoio da Prefeitura de Machado, através da Secretaria de Cultura e Turismo, que, desde 2025, vem apostando e auxiliando o músico em suas produções e participações em festivais nacionais.
Este ano, além de Jorge Carlota, o Fenec contou com a presença de outro artista machadense: o jovem Davis Cária.
Músico de origem machadense, mas residente em Belo Horizonte – MG, o violeiro, coincidentemente, participou da mesma etapa classificatória do conterrâneo Jorge Carlota, disputada em Campo Belo – MG.
Na ocasião, Davis concorreu a quarta vez no evento. Em 2026, a canção classificada foi “O tempo da terra”. Mesmo com ótimo tema e desenvoltura, o machadense não conseguiu avançar à próxima fase.

O festival
Criado em 1971, o Fenac é realizado ininterruptamente há mais de cinco décadas. Na edição de 2026, o evento recebeu mais de 1.200 inscrições de compositores de 19 estados brasileiros e três países. A comissão organizadora selecionou 120 músicas para as etapas eliminatórias. Ao final da edição, o festival distribuirá cerca de R$ 260 mil em prêmios, além de entregar o cobiçado Troféu Lamartine Babo ao grande vencedor.
Segundo o criador do festival, Gleizer Naves, o grupo de profissionais responsável pela seleção das músicas classificadas passou vários dias analisando cada composição individualmente para estabelecer o veredito final com base em critérios rigorosos. A seleção abrange uma ampla variedade de ritmos musicais, reunindo gêneros como pop rock, MPB, samba e sertanejo.
A proposta da direção é manter o caráter plural do evento, trazendo para os palcos uma amostra da diversidade cultural de estados como Amazonas, Ceará e Rio Grande do Sul.
O cronograma do festival conta com seis etapas classificatórias distribuídas por seis municípios diferentes de Minas Gerais. As apresentações começaram na cidade de Tiradentes, nos dias 24 e 25 de julho. Na sequência, as equipes seguiram viagem para cumprir as etapas de São Thomé das Letras (no último fim de semana), Campo Belo (nos próximos dia 7 e 8), Coqueiral (14 e 15 de agosto), Perdões (21 e 22 de agosto) e, por fim, Nepomuceno (28 e 29 de agosto).
Em cada um desses municípios, vinte músicos vão se apresentar no palco, divididos igualmente em blocos de dez na sexta-feira e dez no sábado.
A cada etapa realizada, cinco canções serão escolhidas pelos avaliadores para avançar para as semifinais e a grande final, marcadas para acontecer em Boa Esperança entre os dias 4 e 6 de setembro.
Todos os semifinalistas asseguram o valor fixo de R$ 2500 e continuam no páreo pelas principais distinções monetárias. Ao todo, a edição vai distribuir cerca de R$ 260 mil em prêmios, além de conceder o troféu Lamartine Babo ao vencedor do primeiro lugar.
Para além das disputas instrumentais e vocais, o público das cidades participantes também poderá acompanhar shows de artistas consagrados da música brasileira.


































