
Por Roberto Felisbino
Jornalista / Imagem Pública
Vice-Presidente RC Machado 26/27 – Distrito 4560
Algumas viagens começam com uma passagem aérea. Outras começam muito antes, movidas por um propósito. Foi assim com o rotariano machadense Winícius Dias, que, durante uma viagem profissional aos Estados Unidos, transformou uma oportunidade de trabalho em um encontro com a própria história do Rotary.
Atuando em uma empresa do setor de embalagens com unidades de manufatura próximas a Chicago, Winícius decidiu reservar um momento da agenda para conhecer o local onde nasceu um dos maiores movimentos de serviço do mundo.
Após pesquisar sobre as atividades rotárias na cidade, descobriu que o Rotary Club de Chicago, o histórico Rotary One, realizaria uma tradicional Round Table (Mesa Redonda), encontro dedicado à troca de experiências entre rotarianos de diferentes países.
Em meados de julho, no início de uma tarde de sexta-feira, ele atravessou as portas do imponente Union League Club. Mais do que entrar em um edifício centenário, era como folhear as primeiras páginas de um livro que, em 1905, começou a escrever uma história de companheirismo e serviço que hoje alcança praticamente todos os continentes.
Recebido calorosamente por Şeyda Calderwood, presidente do Rotary Club de Chicago (Rotary One) para o ano rotário 2026–2027, Winícius foi conduzido por uma verdadeira viagem no tempo.
Enquanto conhecia a história do clube, seus projetos e sua estrutura, também compartilhava um pouco da realidade de Machado, provando que, mesmo separados por milhares de quilômetros (ou milhas), os ideais rotários falam a mesma língua.
O passeio pelas dependências do clube revelou ambientes carregados de simbolismo. Entre eles, a sala onde a diretoria se reúne para decisões estratégicas e um elegante salão histórico, que abriga importantes obras de arte, entre elas uma pintura de Claude Monet, evidenciando o valor histórico e cultural preservado pela instituição.
Se Chicago apresentou sua história, Machado também fez questão de contar a sua. Representando o Rotary Club de Machado, Distrito 4560, Winícius levou aos companheiros norte-americanos exemplos do trabalho desenvolvido pelo clube, destacando o projeto de empréstimo de cadeiras de rodas, cadeiras de banho, muletas e andadores à comunidade, além do Projeto Amaca (Associação Mariana de Assistência à Criança e ao Adolescente), iniciativa que promove acolhimento, educação e oportunidades para crianças do município.
A troca de experiências evidenciou que, independentemente do tamanho da cidade ou da distância entre os países, o compromisso em servir permanece o mesmo.
Entre tantos momentos marcantes, um deles ganhou um significado especial: estar diante do retrato original de Paul Harris, fundador do Rotary.
Em seguida, conhecer o museu instalado na antiga residência do fundador, hoje preservada pela instituição, onde está reproduzido o ambiente que sediou a primeira reunião rotária da história. Um espaço simples, mas capaz de lembrar que grandes transformações costumam nascer de encontros entre pessoas dispostas a servir.
A emoção se completou com a visita ao local onde Paul Harris está sepultado. Logo na entrada do cemitério, uma placa anuncia que ali repousa o homem que sonhou com um mundo mais solidário.
Diante do túmulo, o silêncio parece falar mais alto que qualquer discurso, lembrando que ideias verdadeiramente grandiosas permanecem vivas muito além de seus idealizadores.
Durante a visita, Winícius também recebeu a informação de que a cerimônia de posse de Şeyda Calderwood reunirá importantes lideranças do Rotary Internacional. Entre os convidados estará o atual presidente do Rotary Internacional, Olayinka Hakeem Babalola, reforçando a relevância histórica e institucional do Rotary One no cenário rotário mundial.

Ao relatar sua passagem pela Cidade dos Ventos aos companheiros do Rotary Club de Machado, era nítido o misto de alegria e emoção estampado em seu rosto. Relembrando cada momento vivido no berço do Rotary, Winícius resumiu a experiência em poucas palavras. “Visitar o Rotary One foi muito mais do que conhecer um lugar histórico. Foi compreender, de forma concreta, como um ideal iniciado há mais de um século continua inspirando pessoas em todo o mundo. Poder estar onde tudo começou, conversar com lideranças rotárias internacionais e representar o Rotary Club de Machado foi uma experiência que levarei para a vida toda”.
Ao retornar para Machado, trouxe muito mais do que fotografias e lembranças. Trouxe a convicção de que o espírito rotário não conhece fronteiras.
Afinal, entre a pequena cidade do Sul de Minas e a movimentada Chicago existe uma ponte invisível construída por um mesmo ideal: servir acima de si.
E foi justamente sobre essa ponte que o nome de Machado também encontrou seu lugar no berço da história do Rotary.







































