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POLÍCIA

POLÍCIA MILITAR ESTOURA BIQUEIRA NA VILA CENTENÁRIA

A Polícia Militar de Machado estourou uma biqueira, no início da madrugada do último dia 28 (sexta-feira), na Rua Pintassilgo, no bairro Vila Centenária, em Machado. Quatro pessoas foram detidas na operação. Diversas pedras de crack e porções de maconha, além de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, foram apreendidos.

De acordo com as informações obtidas pela reportagem da Gazeta, por volta de meia-noite, durante patrulhamento pelo referido endereço, considerado zona quente de alta criminalidade, a Guarnição PM recebeu informações de que em uma casa já bastante conhecida como ponto de tráfico de drogas havia sido reativada e a venda de entorpecentes estaria acontecendo a todo vapor.

Diante das informações iniciais, a equipe acionou reforço e, juntas, as guarnições desencadearam uma operação com o objetivo de verificar a delação recebida e dar uma resposta positiva a população. Dessa forma, os policiais se posicionaram em local estratégico e passaram a monitorar a residência alvo da denúncia, momento em que visualizaram uma movimentação intensa de indivíduos em atitude suspeita, com características de comercialização de entorpecentes.

Nas ações, usuários chegavam na frente do imóvel denunciado, assoviavam e, em seguida, um dos indivíduos saía do interior da residência, na janela, e acenava para outro rapaz que ficava na esquina (posteriormente identificado como C.A.A. [30 anos]) e retornava para os criminosos que estavam no interior da residência com um joia, demonstrando que estava “tudo limpo”, sem Polícia na área. Depois, os indivíduos que estavam interior da casa entregavam aos usuários algo semelhante a maconha e pedras de crack, recebiam o dinheiro e dispensavam os mesmos rapidamente.

Após monitoramento, as guarnições de Radiopatrulha e Patrulha de Operações chegaram e abordaram J.F.S.J. (53), que estava próximo ao portão da residência denunciada. O homem ainda tentou fugir para uma casa vizinha no momento em que visualizou os militares, mas sem sucesso. Durante as buscas realizadas no suspeito, nada de ilícito foi encontrado. Ao questionar o indivíduo por qual motivo teria evadido da PM, ele confessou que tinha ficado com medo de ser preso, mas não tinha nada a ver com o que acontecia em seu imóvel, pois apenas deixava que os demais autores vendessem as drogas lá.

Logo em seguida, diante do flagrante delito do crime de tráfico ilícito de drogas, caracterizado pelo crime permanente, a equipe policial adentrou a residência visando cessar a prática criminosa e efetuar a prisão dos autores. Ao adentrarem a casa, os militares visualizaram o indivíduo W.J.O. (39), já bastante conhecido no meio policial pela prática do tráfico ilícito de drogas, entre outros crimes, sentado ao lado de uma mesa, na qual havia a quantia em dinheiro arrecadada com a venda dos entorpecentes (em cédulas trocadas e moedas) e um caderno contendo anotações referente ao comércio.

Em outro cômodo da residência foi abordado o indivíduo C.H.M.S. (22), que estava escondido e, ao ser visualizado pelos policiais, já gritou “perdi, senhor”, “perdi, senhor”, saindo com as mãos para cima e retirando da cueca uma sacola contendo vasta quantidade de drogas.

Ao questionar o indivíduo W. sobre a propriedade das drogas, ele se reservou no direito de permanecer calado. Ao indagar o indivíduo C. a respeito da presença ali, o mesmo relatou que é usuário de drogas e estava ajudando W. a vender maconha e “pedra”. O rapaz ainda disse que os outros indivíduos na esquina vendem “pinos de cocaína” e C.A. atua apenas como olheiro da “boca”.

Devido ao fato do imóvel estar com as janelas abertas constantemente e não possuir móveis e eletrodomésticos, a PM confirmou que o ligará estava abandonado. A suspeita foi confirmada por dois dos autores, que afirmaram não residir lá, confessando que utilizavam a casa apenas para comercializar drogas.

No momento em que seria algemado, W. investiu contra os militares com diversos socos, pontapés e empurrões, lesionando dois deles. Os policiais então utilizaram técnicas específicas jogar o autor ao solo e realizar a prisão. Durante a imobilização, W. desdenhou da Justiça o tempo todo, dizendo que no dia seguinte já estaria na rua, como foi da última vez, e que nenhum Juiz teria “peito” para deixá-lo preso, pois, se isso acontecesse, todos iriam conhecer o “Satanás”.

Os autores foram conduzidos ao Pronto Socorro da Santa Casa de Caridade de Machado para passarem por exames de corpo de delito. Depois, foram levados à Delegacia Regional de Alfenas para a ratificação do flagrante, de onde seguiram para o Presídio de Machado.

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