
A Prefeitura de Machado, por meio da Defesa Civil Municipal, das Secretarias de Obras e Infraestrutura, de Habitação e Regularização Fundiária e de Planejamento e Gestão, recebeu, nesta terça-feira (11), o representante da Defesa Civil Regional, para alinhar demandas e discutir medidas diante dos impactos causados pelas fortes chuvas recentes no município.

Durante a reunião, foram debatidas estratégias de prevenção e de resposta aos problemas decorrentes dos desastres naturais, com foco na segurança da população e na redução de riscos em áreas vulneráveis. Entre os temas abordados está o estudo de um projeto de drenagem para a Avenida Doutor Renato Azeredo, região que demanda atenção especial em função de um problema antigo no local.
Outro ponto central do encontro foi a discussão de um projeto voltado às famílias que residem em áreas de risco, especialmente em margens de córregos. A proposta consiste na construção de moradias em lugares seguros, oferecendo alternativa digna para que essas pessoas possam ser reassentadas, reduzindo a exposição a alagamentos, deslizamentos e demais ocorrências relacionadas ao período chuvoso.

A iniciativa integra o planejamento da atual Administração para fortalecer a política habitacional e ampliar as ações preventivas da Defesa Civil, priorizando a proteção da vida e a promoção de condições adequadas de moradia.
Participaram da reunião o sargento Wander Alves, agente regional da Defesa Civil, os secretários Ronielli Campos (Habitação e Regularização Fundiária), Eduardo Gonçalves (Planejamento e Gestão), diretor da Defesa Civil de Machado, Gilberto Reis, o advogado da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, Bruno Reis, o engenheiro da mesma pasta, Rafael Rodrigues, o diretor financeiro, Evâneo de Paiva, e a assistente da Defesa Civil, Ana Caroline Martins.

“A Prefeitura reforça seu compromisso em atuar de forma integrada com os órgãos competentes, buscando soluções efetivas para minimizar os impactos das chuvas e garantir mais segurança e qualidade de vida à população” ressaltou o representante da Defesa Civil municipal, Gilberto.
Casos decorrentes das chuvas
A reunião acontece logo após os registros de chuvas no município. Segundo a Defesa Civil, no último dia 9 (segunda-feira), os equipamentos da PCD (Plataforma de Coleta de Dados) do órgão registraram 72,6 milímetros de chuva somente naquela data – volume bem diferente do esperado para um curto período de tempo no município.

Com esse volume, foram registradas diversas ocorrências, entre elas: deslizamentos de encostas, queda de árvores, queda de muro de contenção, enxurradas, alagamentos e transbordamento de ribeirão.

Um dos locais atingidos foi o Escadão da Vila do Céu, situado na Rua Madre Sebastiana Del Branco onde um muro, pertencente a uma residência cujo proprietário faleceu, e o imóvel está em processo de inventário na Justiça, desabou durante à tarde devido às fortes chuvas aque atingiram a cidade. Desta forma, a estrutura, que já estava condenada, acabou vindo abaixo e interditando a passagem. Ninguém ficou ferido.


À noite, as intensas precipitações provocaram enchentes em diferentes pontos de Machado. Na Avenida Doutor Renato Azeredo e na região do antigo parque de exposições, situadas no bairro Jardim Chamonix, assim como no Condomínio Godoy, nas proximidades do bairro Santa Helena, ruas ficaram alagadas. No Jardim do Lago, na região do Lago Artificial (Prainha), moradores relataram que a água voltou a invadir as residências. Simultaneamente, outras áreas do município também apresentaram pontos de alagamento e o nível do Rio Jacutinga subiu consideravelmente, preocupando os moradores da região.
Diante das situações, equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil de Machado se dirigiram ao Condomínio Godoy, próximo à Escola Estadual Iracema Rodrigues, para atender moradores que tiveram residências invadidas pela água após as fortes chuvas. Em uma das casas, a força da enxurrada arrancou parte da estrutura do muro. Em outro imóvel, outro muro também apresentava abalos estruturais, gerando risco a residentes.

Durante o atendimento, as pessoas cobraram ações preventivas da Prefeitura, alegando que manilhas estariam obstruídas e, somente em 2026, a região já teria sido atingida por enchentes ao menos três vezes.
Após todos os trabalhos e levantamentos feitos, a Defesa Civil relatou que, num primeiro instante, havia constatado que vinte pessoas teriam ficado desabrigadas e duas famílias desalojadas.

No entanto, na manhã do dia 10 (terça-feira), depois de apurações mais efetivas, o órgão informou, através de uma nota emitida pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que os dados haviam mudado (confira o comunicado abaixo):
“NOTA OFICIAL – OCORRÊNCIAS DECORRENTES DAS CHUVAS DO DIA 09/02/26
A Administração Municipal, por meio da Assessoria de Comunicação, informa sobre as ocorrências registradas em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município na segunda-feira, dia 9 de fevereiro, com início por volta das 17 horas e duração até aproximadamente 21 horas, totalizando cerca de setenta milímetros de precipitação. Ao todo, foram registrados dez pontos afetados em diferentes regiões da cidade.
No Ribeirão da Páscoa, o transbordamento ocorreu em razão da obstrução das manilhas por resíduos diversos, o que provocou o alagamento de duas residências localizadas na Rua Major Onofre, número 665, no bairro Santa Helena. Cinco pessoas ficaram desalojadas e foram acolhidas temporariamente em casas de familiares. As famílias tiveram perdas materiais significativas.
No Ribeirão do Curtume, uma residência também foi atingida, afetando uma família, que já está sendo acompanhada pelos serviços de assistência social.
A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura disponibilizou equipes para atuação imediata nos locais, realizando a retirada dos resíduos que obstruíam as manilhas, bem como a limpeza dos quintais e áreas afetadas.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Promoção Social foi acionada prontamente e está prestando atendimento às famílias atingidas, com a entrega de cestas básicas, colchões de casal e solteiro. Após avaliação técnica, constatou-se que duas residências não apresentam condições adequadas de moradia, motivo pelo qual as famílias estão sendo incluídas no programa de aluguel social e terão todo apoio necessário do município.
A Administração Municipal segue monitorando as áreas de risco, mantendo as equipes em alerta e reforça o compromisso com a segurança, o cuidado e o apoio às famílias afetadas.
Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 3040-0701 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193”.
Alerta
Depois de todas as ações relacionadas ao período chuvoso, a Defesa Civil vem reforçando o seguinte alerta: “não jogue entulhos ou qualquer tipo de resíduos nas margens ou dentro de córregos, ribeirões e rios. Esse material provoca a obstrução da rede de drenagem e contribui diretamente para alagamentos”.
Situação para os próximos dias
Em nota publicada nas redes sociais no final da tarde desta quarta-feira (11), a Defesa Civil informou que as situações dos afluentes que cortam o perímetro estão sob controle:
“A Administração Municipal, através da Defesa Civil, informa à população que o nível do Rio Machado permanece dentro da normalidade, registrando, atualmente, 3,76 metros. O nível de atenção é de 4 metros, e o transbordamento ocorre somente a partir dos 7 metros. No momento, a situação está sob controle e segue sendo monitorada constantemente por nossa equipe técnica. Caso haja qualquer alteração no nível do rio, novos comunicados e orientações serão divulgados imediatamente para manter a população informada e segura. Seguimos atentos e à disposição da comunidade para esclarecer dúvidas e atender ocorrências, se necessário. Em caso de emergência, acione a Defesa Civil Municipal pelo telefone 3040-0701, o Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou a Polícia Militar, pelo 190”.











