
Uma campanha histórica e que promete render muitos frutos para todos os municípios da região caso se torne exitosa. Assim vem sendo definida a candidatura da atual primeira dama de Machado e concorrente ao cargo de deputada estadual pelo Podemos, Doutora Fernanda Gonçalves. Estreante em uma eleição majoritária, mas experiente nos bastidores da política devido aos anos de atuação como servidora pública na cidade, principalmente após o marido Maycon Willian da Silva assumir a chefia do Executivo e ser reconduzido à mesma cadeira com o maior índice de aprovação da história, Fernanda concedeu uma entrevista exclusiva à Reportagem da Gazeta, em sua própria residência. Mostrando-se bastante confiante e segura, a candidata falou sobre as bandeiras que defende, os projetos que pretende compartilhar com todo o estado a partir de experiências já vividas em Machado e a forma como deve atuar em prol do Sul de Minas. Confira o bate-papo:

GM: Fernanda, esta é primeira vez na história de Machado que uma mulher disputa uma eleição concorrendo ao cargo de deputada estadual. Quais são as suas expectativas para as votações que acontecem na semana que vem?
Fernanda: Primeiramente, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui falando para os leitores da Gazeta Machadense, um veículo de enorme audiência e alcance. Está sendo um grande desafio. Mas tudo tem o seu lado bom. Eu e minha equipe nos surpreendemos bastante com a campanha. No início, tínhamos um pouco de receio, porque nunca fui linha de frente. Faz 15 anos que estou nos bastidores da política com o meu marido, o prefeito de Machado, Maycon Willian. Nunca tinha sido linha de frente. Por isso, a candidatura à deputada estadual é um desafio pra gente. Meu grande receio era o da comparação com o Maycon, das pessoas acharem que tinha que ser igual a ele e tal. Porém, o Maycon já tem uma bagagem política muito grande. Vai completar dez anos de mandatos, desde vereador até os dois para prefeito, e, graças a Deus, não tive esse tipo de abordagem. Muito pelo contrário! O pessoal aceitou muito bem a campanha, está abraçando mesmo, e as mulheres, principalmente, estão se sentindo representadas, estão se identificando muito com as nossas pautas. A gente está andando por muitos municípios de Minas Gerais, conversando com muitas pessoas, com muitos mineiros, ouvindo as demandas, as necessidades de cada lugar. O povo mineiro está muito carente da boa política, de representatividade mesmo, e não só daquele candidato que passa na cidade pede o voto, ganha a eleição e depois some. Essa é uma das maiores críticas que a gente está ouvindo, e pretendo ser eleita para fazer exatamente o contrário: tornar-me a voz do povo mineiro na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais).
GM: Você tem uma vasta experiência na questão pública e possui uma carreira consolidada por ser servidora do município de Machado. Como esta vivência poderá ajudar o seu mandato em caso de vitória nas urnas?

Fernanda: O fato de estar nos bastidores da política há 15 anos, conhecer bastante já do meio, ajuda muito. Mas outro fator que vai me auxiliar caso seja eleita é a formação em Direito. É uma área muito ampla, que faz a gente ter conhecimento também em diversos setores da Administração. E estar diretamente na prática da Administração Pública, já em contato com a população, sabendo o que funciona, o que não dá certo, como fazer, agrega bastante para, se for eleita, chegar na Assembleia podendo trabalhar muito por Minas Gerais. Portanto, essa experiência prática vai me ajudar bastante.
GM: No lançamento da sua candidatura, você afirmou que entrou na política para defender as causas sociais e fazer justiça às classes menos favorecidas. Essas são as suas principais bandeiras? Quais são os seus projetos nesses quesitos?
Fernanda: A gente já trabalha muito com o social em Machado. Então, essa é a nossa principal proposta de campanha. Pretendo levar para Minas o que deu certo em Machado, o que a gente viu que funciona mesmo. E a causa social é o que acho que a política tem que servir. Existem muitas pessoas que, graças a Deus, não precisam do Poder Público, pois têm boas condições, planos de saúde, não precisam do SUS (Sistema Único de Saúde), têm o seu carro próprio, não necessitam de transporte público, têm condições de pagar uma escola particular pro filho… Mas, a maioria da população precisa do Poder Público. Por isso, acredito que a política esta aí para servir e melhorar a vida das pessoas, daqueles que precisam mesmo. Sou do Direito, e a gente tem uma frase muito verdadeira nesse sentido: “o Direito não precisa ser justo para ser direito”. Mas, a gente busca, pelo menos, a igualdade entre as pessoas, uma condição digna de vida pra cada um. E é nisso que acredito. É aí que pretendo chegar.
GM: Considerando a importância de se ter uma deputada da região, até pra atender aos anseios dos municípios, não só de Machado, mas também das cidades vizinhas, como você espera representar o Sul de Minas caso seja eleita?


Fernanda: O básico começa dentro de casa, perto da gente, o que facilita muito, pois conhecemos as dificuldades da nossa cidade e da região. Aqui, a gente acompanha tudo. Então, entendemos as dificuldades que o nosso e os municípios vizinhos têm. E, sabendo disso, das demandas da nossa região, fica mais fácil chegar, executar, já que não serão coisas desconhecidas. Fui a lugares que a demanda, por exemplo, é questão de balsa, o que não é o nosso caso. Logo, são necessidades diferentes, mas que precisamos conhecer, saber mais e entender para conseguir ajudar. Portanto, nosso foco é aqui, onde a gente já conhece os desafios e sabe o que precisa ser enfrentado.
GM: Outra grande bandeira sua é a questão dos portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e, inclusive, a Prefeitura de Machado inaugurou um centro voltado à causa. Como será o seu olhar para esta classe? Quais são os projetos que você pretende, através desse trabalho em Machado, expandir para toda a região?

Fernanda: Tenho estudado muito sobre o assunto e trabalhado em prol da causa. Fui até o Rio de Janeiro conhecer a autora da Lei do Autismo, que é a Berenice Piano. Ela nos passou muito conhecimento, nos mostrou o que dá certo fazer no tratamento. Em Machado, a gente já faz por meio do NIFE (Núcleo de Formação e Inclusão em Educação). E, agora, ampliaremos os atendimentos, as terapias, para o desenvolvimento, para a autorregulação que as crianças com autismo precisam. Andando durante a campanha, a gente viu que tem muitos municípios carentes de atendimento nessa área. A fila é muito grande e a demanda é altíssima. Alguns municípios não fazem nenhum tipo de atendimento. Outros fazem por meio da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Então, a gente quer expandir projetos mesmo, pois sabemos a necessidade de capacitar os professores. Sou meio crítica desse modelo que o Governo do Estado implantou. Acho que não está funcionando por simplesmente querer incluir e acabar jogando o aluno dentro da escola aleatoriamente. Não está dando certo, pois as crianças com TEA possuem particularidades. Cada um tem a sua individualidade, o seu jeito de aprender. Não adianta querer colocar o autista numa sala com vinte, trinta alunos e achar que vai dar certo. Não funciona. Ele não vai conseguir aprender ali no meio daquele tanto de gente. Por isso, queremos fazer um trabalho extremamente especial, voltado mesmo às crianças e aos adolescentes com autismo, assim como para as famílias também. Pensamos em projetos que promovam o acolhimento, o preparo para a família na hora que recebe um laudo, as orientações sobre como saber lidar com aquela situação, como enfrentar desafios e aonde buscar ajuda.
JPF: Para quem quer conhecer melhor os seus projetos, as suas plataformas de campanha, qual é o caminho?


Fernanda: A maioria do meu material está nas redes sociais Instagram e Facebook. Basta procurar pelo perfil doutorafernanda.gonçalves. Lá dá pra conhecer um pouco do nosso trabalho, das nossas andanças, das nossas pautas e o que venho fazendo por aí. Acessando os perfis, você poderá conhecer as nossas bandeiras, como o olhar especial para os projetos sociais, responsáveis pelo melhoramento dos índices de violência em Machado através da ocupação do tempo ocioso das crianças e dos adolescentes. A questão da Saúde também está bem explícita lá, como a reformulação da Santa Casa de Machado que a gente conseguiu fazer, tanto na estrutura física quanto no corpo clínico, o que nos ajudou a virar referência na área das cirurgias ortopédicas. Antes, por exemplo, Machado não fazia nenhum tipo de cirurgia. Hoje, a Santa Casa faz das mais básicas até as de alta complexidade na parte ortopédica. Existem ainda os mutirões, que deram certo pra diminuir as filas de espera. Enfim… Tenho muitas ideias boas e muita coisa que sei como fazer. Por isso, espero ter oportunidade de, no dia 4 de outubro, poder ser eleita para mostrar a Minas Gerais que dá para melhorar, para ter uma política boa sim. Em todas as profissões existem o bom e o mal profissional. E na política não é diferente. Quero ser uma representante do povo que faz a boa política. Pretendo ser o lado bom que está lá, mas preciso do seu apoio para concretizar esta oportunidade ímpar em minha vida.
JPF: Suas considerações finais.

Fernanda: Peço, carinhosamente, a ajuda de todos os eleitores, tanto da nossa cidade como da região, para que nos conduzam à Assembleia. Vai ser muito importante ter uma representante próxima da nossa gente, da nossa cidade, da nossa região, com um olhar voltado aqui pra dentro, não só para a região metropolitana, igual é a maioria dos candidatos, de cidades distantes, que depois não voltam mais pra conhecer as nossas dificuldades, pra enviar recursos. Um deputado estadual tem, em média, R$ 60 milhões de recursos, de emendas, para poder investir nos municípios, nos projetos, para melhorar mesmo a vida das pessoas. E quero muito poder fazer isso por Machado, Poço Fundo, Carvalhópolis, São João da Mata, Paraguaçu, Serrania, Alfenas… Tenho uma bandeira que defendo também e me orgulho muito que é a questão da mulher, desde o combate à violência até a saúde feminina. Quero muito ajudar as mulheres com esse olhar. Falo que a gente não é melhor do que os homens, mas queremos estar na política para poder ter esse olhar mais sensível, completar a parte masculina que está lá nos representando. E quero ter a oportunidade de poder fazer isso. Há quase trinta anos, Machado não tem um deputado. Quero poder mandar muitos recursos para Machado e para a nossa região. Precisamos melhorar mesmo a vida da população. Tenho muitos projetos bons, muitas ideias inovadoras e muita vontade de trabalhar pelo meu povo.
































