
A Polícia Civil de Machado realizou, na manhã desta quarta-feira (2), uma nova operação destinada ao cumprimento de mandados de prisão e internação contra um jovem de 16 anos, acusado de envolvimento em uma troca de tiros ocorrida durante uma festa junina na Praça Antônio Carlos, no Centro. O rapaz estava em sua residência no momento em que foi localizado e preso.
De acordo com os dados obtidos pela reportagem da Gazeta, logo no início da manhã, por volta das 5h30, uma equipe comandada pelo delegado Pablo Pereira e composta pelos investigadores Mauricio Botazini Júnior, Felipe Vieira e pelo escrivão Christiano Ribeiro se dirigiu à Rua Maria Amélia Buzzatti, no bairro Jardim das Oliveiras, para cumprir a ordem judicial em desfavor de um jovem de 16 anos, acusado de envolvimento no caso citado no início desta reportagem.
Conforme a Polícia Civil, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, decorrente de uma investigação relacionada ao tráfico de drogas e pelo envolvimento dele em uma troca de tiros ocorrido na Praça Antônio Carlos, no dia 27 de junho (sábado), o adolescente foi cientificado sobre o teor da ordem judicial e recebeu voz de prisão, sem oferecer resistência.
Após capturado, o adolescente foi encaminhado à Santa Casa de Caridade de Machado, onde passou por exames de corpo de delito. Posteriormente, ele seguiu para a Delegacia, antes de ser levado para o Centro Socioeducativo de Araxá – MG, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Dois outros suspeitos presos
No dia 12 de agosto (quarta-feira), a Polícia Civil de Machado já havia prendido outros dois jovens acusados de envolvimento do referido caso. Naquela oportunidade, contando com o apoio de uma equipe da Delegacia Regional de Alfenas, o grupo chefiado pelo delegado Pablo promoveu uma operação destinada ao cumprimento de dois mandados de prisão e de busca e apreensão contra dois jovens investigados, de 18 e 19 anos.

De acordo com os dados obtidos pela reportagem da Gazeta à época, logo no início da manhã daquele dia, as equipes de policiais civis se organizaram e saíram para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na residência de um jovem de 19 anos, situada na Rua Irmão Arnaldo Isidoro, no Centro.

Segundo a Polícia, o rapaz era investigado pelo envolvimento em uma troca de tiros ocorrida durante a citada festa junina na Praça Antônio Carlos, também no Centro. Durante a ação, o alvo foi localizado e preso.

Nas buscas, os policiais encontraram um revólver calibre .38 com munições, um tablete e outras buchas de maconha, porções de cocaína, três balanças de precisão, dinheiro em espécie, aparelhos de telefones celulares e diversos materiais relacionados ao fracionamento, acondicionamento e comercialização de entorpecentes.

Devido a isso, além do cumprimento da prisão preventiva, o investigado detido também foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Simultaneamente, uma equipe de apoio da Polícia Civil vinculada à Delegacia Regional de Alfenas deslocou-se até o município de Ibitiúra de Minas, onde cumpriu outro mandado de prisão preventiva contra o segundo investigado, um rapaz de 18 anos. Ele também foi achado e detido.

As duas prisões decorreram da mesma ação investigativa e foram realizadas de forma coordenada entre as equipes policiais. Após a conclusão das providências de Polícia Judiciária, os presos foram encaminhados ao Sistema Prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

Em Machado, os trabalhos foram coordenados pelo delegado Pablo Pereira, com apoio dos investigadores Maurício Botazini Júnior, Felipe Vieira e do escrivão Christiano Ribeiro.

Em Ibitiúra de Minas, a equipe comandada pelo delegado regional de Alfenas, Roberto Tecchio, contou com o auxílio dos investigadores Ronaldo Francisco, Oscar Spitz e Thyago Oliveira e do escrivão Leonne Silva.

Relembre o caso
Um grupo de jovens trocou tiros na Praça Antônio Carlos, no Centro de Machado, na noite do dia 27 de junho (sábado), durante a realização do Arraiá da Educação. Na ocasião, não houve feridos pelos disparos. Porém, o ato isolado colocou em risco diversos cidadãos que participavam do evento. A Polícia Militar efetuou rastreamentos, na tentativa de encontrar e prender os envolvidos, mas sem sucesso. O caso foi investigado e resolvido pela Polícia Civil.

De acordo com os dados obtidos pela reportagem da Gazeta e com base em um vídeo recebido à época, por volta das 22h52, um grupo composto por cinco jovens caminhava pela calçada sentido à Rua Professora Maria Justino, que dá acesso à Rua Joaquim Teófilo e à Praça Joaquim José.

No momento em que o grupo começou a adentrar o local (uma espécie de beco), muitos se assustaram e saíram correndo. Em seguida, nas imagens, apareceu outro jovem empunhado um revólver e, aparentemente, efetuando disparos em direção à praça.

Logo depois, o rapaz que estava com a arma desceu correndo pela Rua Professora Maria Justino, instante em que surgiram outros três indivíduos correndo. Um deles, que estava armado, parou no início da referida via e efetuou novos disparos em direção ao grupo que fugiu, antes de voltar correndo sentido à praça.

Testemunhas que participavam da festa junina das instituições de ensino do município afirmaram ter vivido momentos de pânico devido à troca de tiros promovida pelos jovens.

“Quando escutei os disparos, inicialmente, pensei que eram bombinhas, já que estava em uma festa junina. No entanto, logo comecei a ouvir gritos de que eram tiros e saí correndo pra me esconder. Por sorte, eu e meus familiares não fomos atingidos, mas não sei se chegaram a acertar outra pessoa. Só lembro que foi um desespero total”, disse uma pessoa que conversou com a equipe da Gazeta e pediu para não ser identificada.

Após o ocorrido, equipes da Polícia Militar que estavam atuando no turno e uma Guarnição que atendia outra ocorrência se organizaram e saíram em rastreamento, na tentativa de encontrar os autores.

Abordagens foram feitas em veículos suspeitos, nos quais, talvez, pudessem estar os autores dos disparos. Mas, após os trabalhos, nenhum dos envolvidos foi achado.

Diante da situação, a PM passou a analisar as imagens das câmeras de segurança do sistema de monitoramento da cidade, a fim de identificar os autores do ato criminoso que colocou em risco diversas pessoas na Praça Antônio Carlos.

Em levantamentos extraoficiais feitos pela reportagem da Gazeta, mesmo não tendo dados oficiais sobre a autoria dos tiros, as autoridades trabalham com a hipótese de que o ato tenha sido motivado por uma rixa existente entre os autores.

O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência e encaminhado à Polícia Civil para que as devidas providências fossem tomadas.

Confira o vídeo clicando aqui.
















