
Participantes receberão conteúdos pelo WhatsApp com estratégias para largar o vício, para controle de gatilhos e para cuidados com a saúde

Fumantes de todas as idades estão sendo recrutados para a pesquisa Intervenção breve digital para pessoas tabagistas e telemonitoramento, desenvolvida no âmbito do projeto Telemonitoramento de Enfermagem em Saúde Mental e Enfrentamento à Pandemia de Covid-19, vinculado ao Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Iniciada nesta segunda-feira (13), através de um projeto da Escola de Enfermagem, a ação tem o objetivo de ajudar voluntários que queiram parar de fumar. As atividades são feitas por meio de conteúdos digitais divulgados pelo WhatsApp.

Coordenado pela professora Janaína Soares, da Escola de Enfermagem, o estudo prevê o recebimento de conteúdos digitais durante trinta dias, com orientações sobre os benefícios de largar o vício, estratégias para lidar com a vontade de fumar, controle dos gatilhos e cuidados com a saúde.

Os conteúdos educativos, motivacionais e ferramentas de acompanhamento serão compartilhados por meio do WhatsApp.

A pesquisa busca avaliar a aceitação, o engajamento e a efetividade da intervenção digital na promoção da saúde mental e na cessação ou redução do tabagismo. Outro objetivo é contribuir para o desenvolvimento de uma tecnologia digital breve com potencial impacto na saúde pública.

Para participar, é necessário apenas preencher um formulário, em que o voluntário informa dados pessoais (nome, idade, endereço, etc.) e confirma se fuma e faz acompanhamento em algum ambulatório de saúde.

A ideia é avaliar como métodos de intervenção digital são efetivos e têm engajamento no público-alvo. Também tem como finalidade desenvolver tecnologia digital breve que tenha impacto na saúde pública.

A universidade também divulgou em fevereiro deste ano uma pesquisa da Escola de Enfermagem, voltada à conscientização de estudantes em relação ao uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes.

O público-alvo dela são adolescentes de ensino médio e jovens universitários das regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil que utilizam tabaco e DEF (Dispositivos Eletrônicos para Fumar) – como vape, cigarro eletrônico, pod e narguilé.
Em Minas Gerais, a prevalência de fumantes adultos (18 anos ou mais) gira em torno de 17,8% da população. Entre escolares de 13 a 17 anos, o índice chega a 8,8% no estado. Além disso, o mercado ilegal de cigarros é expressivo: quatro em cada dez cigarros consumidos no estado são ilegais.

No cenário nacional, o tabagismo enfrenta um cenário de alerta: após anos de queda, o número de fumantes voltou a crescer, atingindo cerca de 11,6% da população adulta. O país gasta, anualmente, cerca de R$ 153 bilhões com doenças relacionadas ao tabaco, enquanto a venda de cigarros eletrônicos (vapes) segue em alta.
O aumento significativo no consumo de produtos originários do tabaco se deu após o Ministério da Saúde registrar um índice de 11,6% em 2025, contra 9,3% em 2023, na proporção de adultos fumantes. A taxa é maior entre os homens, mas o avanço tem sido notável também entre as mulheres (subindo de 7,2% para 9,8% em anos recentes). Enquanto o cigarro tradicional de palha e o narguilé crescem entre os jovens, os dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos/vapes) são os grandes desafios atuais, visto que são proibidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2009, mas amplamente comercializados.
























