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MACHADO REGISTRA CERCA 25 MILÍMETROS DE CHUVA EM APENAS 15 MINUTOS EM ALGUNS SETORES DO PERÍMETRO URBANO E PARTE BAIXA DA CIDADE FICA ALAGADA

Uma cabeça d’água caiu sobre uma determinada área de Machado, na tarde desta terça-feira (24), e provocou alagamentos em diversos pontos da parte baixa da cidade. No total, durante a chuva que ocorreu entre às 15h45 e às 17h15, foram registrados 44,2 milímetros de precipitações (número considerado muito alto para menos de duas horas de tempestade). No entanto, o ápice do temporal se deu entre às 17 horas e às 17h15, quando cerca de 25 milímetros literalmente foram “despejados” sobre a parte baixa da cidade, provocando alagamentos em diversos pontos.

Um desses lugares atingidos foi o entorno do Mercado Municipal, onde as vias ficaram submersas, parecendo verdadeiros rios. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a quantidade de água acumulada no local e trabalhadores da região observando a cena preocupados.

Outro setor que ficou com bastante água foi a Avenida Doutor Renato Azeredo, no bairro Ouro Verde. Em um vídeo publicado nas redes sociais, uma moradora mostrou-se indignada e questionou sobre “até quando” os comerciantes e habitantes do referido endereço terão que encarar os problemas advindos das chuvas e da falha no escoamento das águas. “Rua/Avenida Doutor Renato Azeredo, os carros debaixo d’água. Olha só como é que está. Até quando vamos conviver com isso? Quando alguém vai resolver o problema? Até quando vamos continuar enfrentando isso, né!? Não só aqui, né, gente, mas é em toda a avenida. Espero que, algum dia, alguém olhe pela gente aqui e resolva os problemas”.

Em outras imagens, feitas do prédio da Prefeitura por um servidor municipal, é possível ver o exato momento em que a cabeça d’água cai sobre a região da avenida e do mercado, mostrando o grande volume de água que desabou naquele momento.

Diante da situação, a reportagem da Gazeta entrou em contato com o coordenador da Defesa Civil em Machado, Gilberto Pereira, para obter mais dados sobre o temporal e apurar se transtornos maiores haviam sido registrados. Em resposta, o representante do órgão afirmou que, até o momento, nenhum ocorrência havia sido registrada, mas que, mesmo assim, as equipes farão vistorias nesta quarta-feira (25), nas regiões mais atingidas pela tempestades, para levantar dados e apurar se alguma família necessita de ajuda devido à intercorrência ambiental.

“Até o momento, não tivemos nenhum chamado ou pedido de ajuda registrado. Mas vale salientar que a chuva que caiu em Machado, nesta data, foi uma coisa extremamente anormal. Foram 44,2 milímetros, num pequeno espaço de tempo: das 15h45 às 17h15. E o pico maior se deu às 17 horas, quando o volume de precipitação chegou a 25 milímetros. Isso não é comum. É como se você pegasse uma garrafa de um litro de qualquer tipo de bebida e despejasse em um copo pequeno, achando que todo aquele volume coubesse no recipiente”, explica Gilberto.

Ainda conforme o representante da Defesa Civil, com o inesperado volume de água, alagamentos ocorrem naturalmente, principalmente em uma região em que as obras de infraestrutura são defasadas e não proporcionam as vazões necessárias. “Vejo muita gente criticando nas redes sociais sem sequer ter um embasamento teórico e técnico dos problemas. Daí, pergunto: qual infraestrutura que suporta um volume de água com um pico de 25 milímetros de chuvas em 15 minutos, como foi o nosso caso aqui? Concordo que as pessoas têm sempre que cobrarem melhorias, pois é o direito delas. Mas, criticar por hobby, pra tentar apenas inflamar as situações sem oferecer ajuda ou soluções, já é demais. Em momentos assim, devemos nos unir e pensar no bem coletivo, conforme a Administração está fazendo. Estamos com um projeto pronto de drenagem para a Avenida Doutor Renato Azeredo, que visa eliminar os dissabores vividos há tempos pelos moradores e comerciantes, e devemos começá-lo em abril, quando as chuvas cessarem. Faremos de tudo para acabar com os problemas vividos pela comunidade daquela região da cidade”.

“Também é válido lembrar que estamos vivendo um ano com muitas chuvas, graças a Deus, e a situação só não está pior porque, em 2022, o Executivo, através do prefeito Maycon Willian da Silva, promoveu o desassoreamento em trechos do Rio Machado e adquiriu equipamentos que auxiliam nos estudos das situações e monitoramento do afluente, evitando calamidades decorrentes de possíveis enchentes que venham ocorrer. Graças a isso, hoje, estamos tendo resultados positivos no período de chuvas intensas, eliminando os riscos de termos, novamente, inundações no município, como num passado recente”.

De acordo com dados da própria Defesa Civil, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, mais de mil milímetros de chuvas foram registrados no município.

Mesmo com a cabeça d’água “despencando” sobre a parte baixa da cidade, os níveis do Rio Machado permanecem dentro da normalidade, sem riscos de transbordamento.

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