Moradores do bairro Santa Luiza I, em Machado, têm relatado, há pelo menos uma semana, episódios recorrentes de envenenamentos de animais domésticos, principalmente gatos e cães, nas região das ruas Oliveira, Varginha e Lavras. Segundo relatos, diversos animais vêm apresentando sintomas graves e, em muitos casos, não resistem ao atendimento veterinário.
De acordo com os dados obtidos pela reportagem da Gazeta, na semana passada, uma moradora informou que duas de suas gatas se tornaram vítimas de envenenamento. A primeira sumiu no dia 6 de janeiro (terça-feira) e foi encontrada somente dias depois, já em estado de decomposição. A segunda, encontrada no dia 13 (também terça-feira), apresentava salivação excessiva, dificuldade respiratória, desorientação e convulsões, sendo levada imediatamente para atendimento veterinário. Apesar do tratamento, o animal não resistiu e morreu na manhã seguinte.

Ainda no dia 14 (quarta-feira), um pedaço de carne contendo grânulos escuros em seu interior foi encontrado nas redondezas de onde um dos bichanos começou a apresentar sinais de envenenamento.
Segundo o laudo veterinário, o material apresentava características do veneno popularmente conhecido como “chumbinho”, substância frequentemente associada a intoxicações de animais. O caso resultou no registro de um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Militar.
Além dessas situações, moradores das ruas citadas do Santa Luíza I relataram que outros animais do bairro teriam morrido recentemente com sintomas semelhantes. Embora não haja um número oficial, as pessoas estimam que, ao menos, nove animais tenham sido vítimas de envenenamento nas últimas semanas, gerando preocupação, indignação e insegurança entre tutores e residentes, que, agora, se mobilizam e permanecem atentos para identificar possíveis responsáveis e evitar novos episódios.
De acordo com um dos denunciantes, que pediu para não ser identificado, “as circunstâncias apontam para a possibilidade de envenenamento intencional, o que configura crime de maus-tratos contra animais, previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, com pena que pode chegar a até cinco anos de detenção, além de multa”.
Ainda conforme o rapaz, medidas legais já estão sendo tomadas pelos moradores, que encaminharam o caso à Polícia Civil para que as devidas apurações sejam feitas.
“A comunidade pede que a divulgação do caso possa contribuir para o fim da prática e para a responsabilização dos envolvidos e também solicitam que denúncias e informações sejam encaminhadas aos órgãos responsáveis, a fim de identificar os autores e evitar novas mortes”, disse o jovem.
Para quem pretende colaborar com as autoridades e os defensores da causa animal, através de denúncias, os caminhos mais seguros e eficientes são os telefones 181 (Disque Denúncias da Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e delegacias de Proteção Animal.













